Federação Nacional dos Jornalistas lança dossiê sobre ataques ao jornalismo

Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lança, nesta terça-feira (3), o dossiê “Ataques ao Jornalismo e ao Seu Direito à Informação”. A obra também é realizada pelo Observatório da Ética Jornalística (objETHOS). A data escolhida celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Vale citar, a documento tem como objetivo aprofundar o debate sobre a violência contra o jornalismo no Brasil, bem como os impactos nos direitos da sociedade – sobretudo à informação. No dia, às 19h30, os canais do Youtube sindicatos de todo o País, inclusive o de Goiás (Sindjor), realizam uma live simultânea com a presença da presidente da Fenaj, Maria José Braga, e com um dos coordenadores do grupo de pesquisa do dossiê, Rogério Christofoletti, responsável pelo terceiro capítulo da obra.

A escolha da data, explica Maria José, é uma forma de contribuir para o debate público e de ajudar a consolidar direitos no Brasil. Ela cita que os ataques ao jornalismo também ferem a democracia e as conquistas civilizatórias acumuladas há décadas.

O dossiê, que tem quatro capítulos, teve três meses de produção. Ele aproveita os dados do “Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa 2021” – segundo levantamento, ataques a jornalistas e ao jornalismo mantiveram patamar elevado no ano passado: foram 430 casos. O compilado terá 41 páginas e estará disponível para download.

Além do pesquisador Rogério Christofoletti (que participará da live), as partes são assinadas por: professor Alisson Coelho; pesquisadora Janara Nicoletti; e o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo (SBPJOR), Samuel Pantoja Lima. Elas abordam, entre outras coisas, histórias por trás de casos de intimidação e campanhas difamatórias; como a precarização do trabalho e a violência aos jornalistas os afetam; atentados à liberdade de imprensa; e mais.

“O monitoramento dos ataques é fundamental para documentar a escalada da violência, mas apontamos também no dossiê como a precarização do trabalho e a perseguição aos jornalistas afetam as vidas das pessoas comuns”, expõe Christofoletti.