MP pede perdão judicial a pai responsável por morte de filho de 11 anos em Formosa

Ministério Público de Goiás (MPGO) pediu à Justiça o perdão judicial ao pai do garoto Eliseu Eugênio Kraemer, de 11 anos. O menor morreu no fim de maio, em Formosa, após disparo acidental da arma do progenitor. Para o promotor Douglas Chegury, apesar da falta de maiores cuidados, é preciso “levar em conta o fardo moral eterno decorrente da responsabilidade pela morte da vítima”.

Ainda segundo ele, “o permanente sentimento da perda é mais que suficiente para a prevenção e reprovação do crime, sendo totalmente desnecessário infligir ao investigado, já estigmatizado, o sofrimento psicológico de ver sua tragédia pessoal rememorada e discutida no âmbito de um processo judicial”. Desta forma, ele requereu o arquivamento do inquérito policial.

O caso aconteceu por volta das 19h do dia 27 de maio, na cidade de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. O pai da criança foi quem disparou a arma e atingiu o filho, enquanto a mostrava para um possível comprador. Na ocasião, ele tentou tirar a própria vida por se sentir culpado.

Polícia entendeu que disparo foi acidental

No fim de junho, a Polícia Civil concluiu que o disparo que matou o menino Eliseu Eugênio Kraemer, de 11 anos, foi acidental. De acordo com as investigações, o pai de Eliseu trabalhava com manutenção de pivôs, mas em momentos de lazer era atirador esportivo. No dia do acidente, ele pretendia vender um revólver calibre .22LR e iria mostrar a arma para uma pessoa.

Em determinado momento, o pai da criança optou por pegar uma espingarda calibre 12 para mostrar ao comprador. Porém, na ocasião, a arma estava carregada e destravada. Sem intenção, ele disparou o equipamento a uma distância de cerca de um metro do menino, que foi atingido no tórax e caiu no local.

Pai tentou contra a própria vida após acidente

Ciente da gravidade do acidente, o pai de Eliseu tentou tirar a própria vida dando um tiro no rosto. A polícia afirma que, apesar do extenso dano estético e do prejuízo para a fala, ele sobreviveu.

O homem foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Enquanto estava dentro da ambulância, ele escreveu uma carta dizendo que o fato foi um acidente e que pedia desculpas pelo ocorrido. Ele também pedia que o deixassem morrer.